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Blog de Claudio Alencar


 

Quando o governo de Alagoas tenta recuperar a imagem do Estado, denegrida pela atuação de deputados estaduais indiciados por corrupção ativa e passiva, por se beneficiarem, ilegal e vergonhosamente de dinheiro público, releio dados biográficos de Pedro da COSTA  REGO, um administrador honrado, contidos em livro publicado pelo jornalista e jurista Antonio Sapucaia, que, se notabilizou em indiciar esses malfeitores, alojados na Assembléia Legislativa e no Tribunal de Contas do Estado, para que sejam julgados pelos crimes que cometeram.

            Costa Rego, também pilarense como Sapucaia, foi Secretário de Agricultura de Alagoas, deputado federal em três legislaturas, senador e Governador do Estado no período de 1924 a 1928.

            Segundo o autor, o estilo de administrar de Costa Rego, de combate sem tréguas ao bandidismo, o enfraquecimento do chefe político comprometido com o crime e a corrupção, o extermínio de todo o tipo de jogo de azar, inclusive o jogo do bicho, obras físicas de grande vulto, materializadas na construção de pontes, edifícios públicos e abertura de estradas, a erradicação do mosquito em Maceió, num desmedido esforço de engenharia sanitária, são a síntese de seu governo. O seu estilo de administrar - conta Sapucaia - serviu também para enriquecer o folclore e o anedotário de Alagoas, injetando-lhe fatos que, as vezes, assumem feição de lendas.

            Contam que uma pobre mulher, dona de uma cabra que fornecia leite ao filhinho, tivera o animal abatido pelo vigia de um conhecido industrial, por haver penetrado na propriedade do mesmo. Sem o animal e sem nenhuma condição financeira para alimentar o filho, resolveu prestar queixa ao próprio governador, o qual mandou chamar o proprietário à sua presença.

            Instado a pagar a cabra, o arrogante industrial tirou o dinheiro do bolso, dirigiu-se à mulher dizendo

            " - Tome aí esta esmola..."

            A mulher recebeu humildemente o dinheiro, já ia se retirando, quando Costa Rego voltou-se para o industrial e, com a autoridade que o caracterizava, determinou:

            " Já que o senhor deu uma esmola, pague o valor da cabra!

            E o industrial, sem resmungar, terminou pagando a cabra duplamente.

            Edu Bleygher, no livro Alagoas Pitoresca, conta: "Na administração do Costa Rego, ninguém ousasse, fosse de que modo fosse, transigir com o seu emprego, porque ele não consentia nisto absolutamente. Certa vez, foi à sua presença um magistrado, seu parente e muito amigo e declarara que ia aposentar-se, mas só o faria se ficasse assentada a sua substituição por um primo de ambos, cujo nome mencionou. Costa Rego fez-lhe ver, delicadamente, que não lhe ficava bem em consentir tal coisa, por lhe parecer e aos olhos de todo mundo, um cambalacho de família. O magistrado insistiu e como nada conseguisse, declarou por fim: "Eu não sairei daqui do palácio, enquanto você não der o sim". " - Pois bem" - disse o inexorável governador, sem se alterar - se é assim, meu caro, pode mandar buscar a sua cama e os seus livros, porque você não sair mesmo não ..."

            Tais relatos estão no livro de Antonio Sapucaia - O legendário Costa Rego - EDUFAL 2000 e no fascículo Costa Rego. Esse Esquecido- Edição Sergasa - 1989.



Escrito por cassimiro de farias cardoso às 01h38
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 BOM PARA ALAGOAS

 

             Cenários para a gravação do filme O Bem Amado, de Guel Arraes, estão sendo montados em Marechal Deodoro. Primeira telenovela exibida a cores no Brasil, o Bem Amado foi uma adaptação de Dias Gomes para a sua peça central Odorico, o Bem Amado e os Mistérios do Amor e da Morte (1962).  Sob o pretexto de narrar o cotidiano da população de uma cidade fictícia no litoral baiano, o autor satirizava, com humor e senso crítico, o Brasil da ditadura militar. O filme, uma espécie de remake, deve mostrar as aventuras do prefeito corrupto de Sucupira, Odorico Paraguaçu, que, na novela exibida pela emissora, foi interpretado pelo ator alagoano Paulo Gracindo. Na película, agora filmada em Marechal Deodoro, quem incorpora o personagem é o ator Marco Nanini. Outros personagens marcantes da obra, como Zeca Diabo e Dirceu Borboleta, serão vividos no filme pelos atores José Wilker e Matheus Nactergale. O filme, que será lançado em 2009, também será transformado em uma minissérie de quatro capítulos a ser exibida pela Rede Globo. Segundo Cristiano Matheus, prefeito de Marechal Deodoro, a pré-estréia do filme no município, será em praça pública.



Escrito por cassimiro de farias cardoso às 01h33
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  "Barriga" do Jornal do Commércio, de Recife, "mata" deputado Carlos Gomes de Barros.

 

Em sua edição de 14 de setembro de 1957, sobre o tiroteio ocorrido no plenário da Assembléia Legislativa de Alagoas antes do impeachment do governador Muniz Falcão, o Jornal do Comércio de Recife, em notícias de primeira página, anunciou a morte dos deputados Humberto Mendes e Carlos Gomes de Barros. Este não morreu...



Escrito por cassimiro de farias cardoso às 01h27
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Feira de Artesanato Mundial traz para Maceió expositores de todos os continentes. Será no Centro de Convenções de 9 a 18 de janeiro corrente.



Escrito por cassimiro de farias cardoso às 01h19
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 HISTORINHA DE MOSQUITO

 O mosquito pede à mãe para ir ao teatro, mas ela não deixa. Ele  insiste:

" - Mas, mamãe, o que isso tem de mal?

E a mãe, cedendo, recomenda:

" - Está bem, você pode ir, mas muito cuidado com as palmas!"



Escrito por cassimiro de farias cardoso às 01h16
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 CLÁUDIO XAVIER: FOI TOCAR ACORDEOM NO CÉU.

 E lá se foi Cláudio Xavier para a eternidade. Nem bem começou o ano de 2009 a triste notícia: morreu o acordeonista Cláudio Xavier. Deixara Campina Grande (Paraíba) para o rádio alagoano, atraído pela grande movimentação artística que surgiu com a implantação da Rádio Difusora de Alagoas na década de 50. Cláudio Xavier, conterrâneo de Marinez, veio substituir o marido desta, Abdias. Aqui havia o Regional dos Professores, constituído para inaugurar a Difusora, em 1948, com os violonistas Reinaldo Costa e Juracy Alves, o cavaquinho de Nely Luna, o pandeiro de Ascendino Santos e o clarinete de Hercílio Marques. Havia como que uma escola de música naquela época em Maceió. Para variar surgiu o Conjunto Horizonte que, conjuntamente com o Regional dos Professores, complementava a programação "ao vivo" da emissora pioneira do rádio em Alagoas. Dele participaram competentes profissionais como Antonio Paurílio, piano, Bié (contrabaixo), Mário Costa (bateria), Ascendino Santos (pandeiro e percussão), Bráulio Cavalcante (piston), Juracy Alves (violão) e Cláudio Xavier (acordeom). Radicou-se em Maceió, estabilizou-se comercialmente com o ramo de lanchonetes (Lá Charlotte) e alegrava seus clientes executando ao teclado musical internacional. Admirava-o como bom profissional que era. Tinha-o como amigo. Nas vezes em que fiz lançamentos de livros nas noites de autógrafos, sempre o convidava para musicar os eventos. Sempre esteve presente. Sempre recusou cachê. Gravou um CD em homenagem aos seus colegas do Regional dos Professores e um CD(solo): professor Xavier - LEMBRANÇAS. Descansa em paz, amigão.



Escrito por cassimiro de farias cardoso às 00h29
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 O Conjunto Horizonte: Rádio Difusora de Alagoas - 1950. Da esquerda para a direita (no alto, em pé) Antônio Paurílio (piano) - Bié (contrabaixo) - Mario Costa (bateria) - Ascendino Santos (percussão) - Cláudio Xavier (acordeom). Sentados: Bráulio Cavalcante (piston) e Juracy Alves (violão).



Escrito por cassimiro de farias cardoso às 00h25
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 UMA QUESTÃO DE PREÇO

 George Bernard Shaw (1856-1950), escritor, pensador e dramaturgo irlandês, nascido em Dublin, abordando uma bela senhora fez-lhe uma proposta para uma noite de amor, oferecendo-lhe um milhão de libras.

- Aceito!

Momentos após Shaw mudou de idéia e modificou a proposta.

- Pensando melhor, um milhão de libras é uma quantia muito alta. Reformo a proposta para 5 mil libras.

- O senhor está pensando que eu sou o quê?

- O que a senhora é, já está resolvido. A questão agora é de preço!

George Bernard Shaw iniciou sua carreia como crítico de artes. Exercitou a ficção e o ensaio, mostrando o poder de fogo da ironia cortante e a visão do mundo peculiar em que vivia. Consagrou-se no teatro deixando clássicos como "Pigmalião", sua peça mais popular e que, em 1964, deu origem ao filme "My Fair Lady". Foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura.

 

BREVIÁRIO SHAWIANO

 - Cabe à mulher casar-se o mais cedo possível e ao homem ficar solteiro o mais tempo que pode.

- A minha especialidade é ter razão quando os outros não a têm.

- Quando um tolo pratica um ato de que se envergonha, declara sempre que fez o seu dever.

- Uma vida inteira de felicidade? Ninguém agüentaria: seria o inferno na terra.

- O pior crime para com os nossos semelhantes não é odiá-los, mas demonstrar-lhes indiferença.

- (Jogo de Xadrez) - É um expediente tolo para fazer com que pessoas preguiçosas acreditem que estão fazendo algo muito inteligente, quando estão apenas perdendo tempo.

- O lar é prisão da moça e o hospício da mulher.

- O martírio é a única maneira de ganhar fama sem ter competência.

- Sou abstêmio apenas de cerveja, não de champanha.

- Nunca espero nada de um soldado que pensa.

- Há apenas uma única religião, embora dela exista uma centena de vergões.

- Não há amor mais sincero que o da comida.



Escrito por cassimiro de farias cardoso às 00h23
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